Não sei se é pra tentar diminuir meu sentimento de culpa, se é porque acho que devo uma satisfação, mas resolvi postar o desfecho da história que começou aqui.
Depois que ficamos com os 7 marrequinhos que sobraram, não tínhamos idéia de onde colocá-los pra passar a noite. Como temos um viveiro vazio grudado com o do Loro, pusemos os bichinhos lá dentro, com cobertor gigante, comida, ração e fechamos todas as frestas com plástico.
No dia seguinte, quatro tinham morrido de frio!! Dois meio capengas e só um 100% por cento.
Santa ignorância, como sobreviveriam sem a mãe?? Sem o calor intenso dela?
Depois de esquentá-los com a mão, coloquei-os numa caixa que chamamos de chocadeira, que é aonde ficam os papéis para xerox, tem uma grade na base e uma lâmpada embaixo. Durante o dia, dois morreram na minha mão... horrível! um último piado forte e depois mais nada. Ridículo ficar tão sentida com o ocorrido? chorar por uns bichinhos tão indefesos?
Depois que ficamos com os 7 marrequinhos que sobraram, não tínhamos idéia de onde colocá-los pra passar a noite. Como temos um viveiro vazio grudado com o do Loro, pusemos os bichinhos lá dentro, com cobertor gigante, comida, ração e fechamos todas as frestas com plástico.
No dia seguinte, quatro tinham morrido de frio!! Dois meio capengas e só um 100% por cento.
Santa ignorância, como sobreviveriam sem a mãe?? Sem o calor intenso dela?
Depois de esquentá-los com a mão, coloquei-os numa caixa que chamamos de chocadeira, que é aonde ficam os papéis para xerox, tem uma grade na base e uma lâmpada embaixo. Durante o dia, dois morreram na minha mão... horrível! um último piado forte e depois mais nada. Ridículo ficar tão sentida com o ocorrido? chorar por uns bichinhos tão indefesos?
O que sobrou, batizado de Nick ganhou esta casa:
Coisica mais linda do mundo... tomava banho, comia, bebia água e ia se aquecer debaixo da lâmpada. Ficou menos arisco e me acompanhava quando estava solto (agora o lugarzinho dele era um cercadinho no corredor do escritório).
Duas semanas se passaram, ele cresceu sem que tivéssemos percebido e...Lá vou eu no veterinário explicar o ocorrido. Com uma pomada antibiótica e colírio passados 2x ao dia, os olhinhos se recuperaram:) E aprendi, com uma protetora, que lâmpada artifical desidrata e que o correto é garrafa pet com água quente envolta em jornais.
assim que eu entrava no cercadinho pra alimentá-lo ele se aproximava piando alto e subia na minha mão para ser acariciado, muito do danado.
Até que na 2ª feira de manhã, encontrei-0 com os pés todo enrolado em cabelos!? Capengando... (nos finais de semana fazia a casinha dele no banheiro da mulher da limpeza, com água, comida, cobertor que ele se aninhava). Cortei o que consegui e levei-o ao veterinário. Foi tirado o resto e a vet. falou que não precisava fazer nada, que o "fio" não tinha entrado muito na perna (mas passei antisséptico). Ficou o resto do dia no sol, na sombra, mas não me acompanhou nenhuma vez. Na manhã seguinte, amanheceu morto. Do que morreu?? Foi falta de cobertor que não coloquei? (estava calor e tive medo de mais fios soltos); alguma infecção?
O que me consolou um pouco foi minha sobrinha, bióloga, dizer que raramente um bichinho de penas sobrevive sem a mãe... que dó... já tinha conseguido uma "colônia de penas" para recebê-lo.
O caso do Faísca:
Comecou com uma coriza estranha no nariz, uns espirros sem razão aparente. Veterinário de novo... diagnóstico: cinomose! Ele veio pra cá com aprox. 3 meses, sem vacina nenhuma, óbvio.
Depois do tratamento de impacto, hoje está bem desorientado; sente dor. Pego ele pra brincar, pra ver o estado dele; corro em linha reta... ele vem todo destrambelhado atrás de mim - aí eu páro, viro, e ele cai! Agora estamos dando um regenerador pros músculos, nervos; mas tá difícil. Ele não pode entrar em contato com os outros animais, não pode ser socializado, por enquanto, com os outros. Vive isolado no canil; só saindo quando eu possos pegá-lo e ainda é um filhote! Que sina! O que fazer?
Depois do tratamento de impacto, hoje está bem desorientado; sente dor. Pego ele pra brincar, pra ver o estado dele; corro em linha reta... ele vem todo destrambelhado atrás de mim - aí eu páro, viro, e ele cai! Agora estamos dando um regenerador pros músculos, nervos; mas tá difícil. Ele não pode entrar em contato com os outros animais, não pode ser socializado, por enquanto, com os outros. Vive isolado no canil; só saindo quando eu possos pegá-lo e ainda é um filhote! Que sina! O que fazer?
E esse é o nosso Loro, acho que eu ainda não o apresentei. Veio totalmente despenado, na época que uns loucos daqui "compravam"os bichinhos do Norte/Nordeste. Depois de muito brigar e dizer que eu ia denunciá-los parou de chegar esse tipo de animal por aqui (que eu saiba). Ele foi alimentado com colherzinha com um mingau de milho que a gente fazia e acabou crescendo bem.
Está aqui há 17 anos.
Está aqui há 17 anos.
Não acho errado, pra quem gosta e quer, comprar um já nascido em cativeiro; mas tirar do ninho, isto é triste demais.
Bom, pra quem me conhece, sabe com os bichinhos são importantes para mim. Como eu abomino crueldades com eles e como fiquei mal em achar que podia ser a toda poderosa e poder substituir a natureza. Deu no que deu.
Me sinto pra lá de aliviada em ter podido compartilhar com vocês essa experiência e reforçar minha máxima: "cada macaco no seu galho".
Me sinto pra lá de aliviada em ter podido compartilhar com vocês essa experiência e reforçar minha máxima: "cada macaco no seu galho".