Seu nome tornou-se Mary Lou.
Todo dia às 17h30min descia do talude (morro na parte de cima) aonde passava o dia, e ciscava no jardim da parte de baixo, comendo insetos, minhocas. Achando graça, começamos a alimentá-la por aqui também. Milho, quirela, miolo de pão, bolacha. Acostumada com a mordomia, logo cedo começava a cacarejar nos chamando; um cacarejar longo... um cóóóóóó diferente; abrindo a porta já queria entrar, toda assanhada. Recebia seu quinhão de comida e ficava passeando. Todo mundo gostava dela, até os visitantes davam-lhe atenção.
O que nos intrigou foi desconhecer que uma galinha voava tão alto pra dormir... de galho em galho ia até onde conseguia alcançar com vôos curtos e depois alçava um vôo direto e se empoleirava lá em cima. Essa mangueira é gigante; a Mary Lou subia aproximadamente 10 metros... Claro que foi fotografada, passo a passo nessa sua escalada, mas as fotos ficaram escuras, então só quem sabia da sua tenacidade a achava lá em cima, aninhada. Um resumo:
Aqui tem uma cadela chamada Diana. 
Pelo e pena são se combinam... Já deu muito baile com passarinhos e o loro, mas a Mary Lou era a sua diferença. Não sei se a Mary Lou desceu antes da hora da árvore ou a Diana se recolheu mais tarde... o que sei é que se encontraram.
Ficamos muito tristes, mas a natureza segue seu curso, não é?
Ficamos muito tristes, mas a natureza segue seu curso, não é?
Não, a Mary Lou não foi pra panela. Quem teria coragem? teve um enterro decente e agora não se empoleira mais nesta mangueira aqui.